Extração de DNA

Olá Pessoas!
Estava com saudades do BioMomento, mas a correria do início do ano é grande.
Agora tudo está se organizando, aos poucos.
Tenho muitas novidades, aos poucos vou postando.
Hoje trago uma dica de experimento que pode ser feito em casa, e é bem interessante.
Fizemos na escola no ano passado. Não reparem na qualidade das fotos, tirei com celular.
Então vamos ao experimento:

Extração de DNA de morango, banana e kiwi

Material:

· Morangos, bananas e kiwis
· Saco plástico (tipo zip)
· Copo transparente
· Filtro de papel
· Coador
· Detergente
· Sal
· Álcool gelado
· Palito de madeira

· Água morna
E, claro, alguns alunos comprometidos.

Procedimento:


Retire as folhas e os cabos de 3 ou 4 morangos e coloque os morangos dentro de um saco plástico. Assim como a banana e o kiwi descascados (em sacos separados). Feche os sacos e os amasse bem.

Adicione uma colher de chá de detergente uma pitada de sal e um pouco de água morna as frutas amassadas no saco. Amasse mais e misture tudo muito bem.

Passe a mistura pelo coador com filtro de papel para dentro de um copo transparente.
Adicione álcool gelado ao suco das frutas que se encontram agora dentro do copo. Coloque mais ou menos o dobro de álcool em relação à mistura das frutas.
Mexa a solução e aguarde um pouco. Você verá se formar uma “nuvem branca” na solução. Aí está o DNA!
Puxe o DNA como um palito ou bastão de vidro.
E um brinde com DNA das frutas! Obrigada Carol, Gabi, Felipe, Fernanda e Janaína.

Algumas explicações:
- Maceramento
As frutas devem ser maceradas (amassadas)para que a parede celular (estrutura
espessa e rígida presente em células vegetais) seja rompida.
- Peneirar
Peneirando o material é possível separar restos de estruturas celulares da solução contendo DNA de outras moléculas.
- Detergente
As membranas plasmática e nuclear são compostas principalmente por lipídios. A função do detergente é desestruturar as moléculas de lipídio das membranas biológicas. Desta maneira, as membranas sofrem ruptura e todo o conteúdo celular - inclusive o DNA - fica disperso na solução.
- Sal
A adição do sal (NaCl) no início da experiência proporciona um ambiente favorável para a extração, pois o sal, depois de dissolvido na água, se dissocia e contribui com íons positivos que neutralizam a carga negativa do grupo fosfato do DNA. As moléculas de DNA passam a não sofrer repulsão de cargas entre si, o que favorece sua aglomeração.
- Álcool
O álcool desidrata o DNA, de forma que este não mais fica dissolvido no meio aquoso. Além disso, o DNA tende a não ser solúvel em álcool e, deste modo, suas moléculas se agrupam. Como o DNA tem menor densidade que os outros constituintes celulares, ele surge na superfície do extrato. Quanto mais gelado o álcool, menos solúvel será o DNA.
Fonte: Experimentoteca USP

Até a próxima, espero voltar em breve!

Camila

Desejo que em 2011...

você cuide do Planeta, mas que também cuide de si mesmo.
Que você recicle o lixo, e os sentimentos.
Não desperdice água, mas disperse os pensamentos que não servem mais.
Economize enegia, mas ilumine caminhos, acima de tudo, com consciência que você é parte do todo. Faça a sua parte!
Viva 2011 sustentável, afinal, como desejar um feliz ano novo se continuarmos a praticar os erros do ano velho?

E agora, os novos cartões do Fábio Yabu. Vale a pena conferir o blog Mude o mundo Enfim, ótimo 2011, muito sucesso e ações sustentáveis.

Camila


Tudo bem

Olá pessoas!
Passei para dizer que estou bem. Estou exercitando para fortalecer o músculo e quase nem sinto dor.
Dei uma sumida daqui por causa do final do ano letivo...sabem como é, notas, recuperação, formatura...
Mas vou preparar uma postagem legal para compensar minha ausência.
Até lá então!
Camila

Tendinite

2 comentários

Olá pessoas!
Passei para informar que o BioMomento ficará mais um tempinho sem atualizações.
Estou com tendinite no ombro e cotovelo direito.
Não posso nem espirrar sem sentir dor.
Vale lembrar que tendinite é uma inflamação nos tendões.
Quanto à sensação que citei na última postagem, posso adiantar que se tratava de uma Epicadus heterogaster, uma graça!
Volto em breve (assim espero)!
Camila

Ciclo de experimentos

Olá pessoas!
Estive ausente um tempo devido a correria de fim de ano.
No último sábado houve a Feira de Ciências no colégio. Foi demais e os projetos me encantaram.
Vou falar um pouco sobre eles, mas em outro momento.
Hoje passei para falar sobre um Ciclo de Experimentos que fiz na escola com os alunos no 8º ano.
Cada grupo fez um experimento e depois apresentou pra turma, explicando os resultados obtidos.
O tema principal foi "Sistema Digestório".
Os alunos participaram e com isso, atingi o objetivo da aula.
Segue abaixo, os experimentos. São simples, fizemos no laboratório mas é possível desenvolvê-los até na sala de aula.

1. O começo: A ação da saliva
- Material
vidro conta-gotas com tintura de iodo
2 copos plásticos de café
2 tubos de ensaio numerados
água
amido
- Procedimento
Coloque água em um dos copos, acrescente amido, mexa e despeje dois dedos da mistura em cada tubo de ensaio. No outro copo, recolha um pouco de saliva, passe-a para um dos tubos e agite. Espere 30 minutos e pingue uma gota de iodo em cada tubo.
- Conclusão
O amido, ao reagir com o iodo, apresenta uma coloração roxa, mas a mistura com saliva não fica roxa por causa da atuação da enzima ptialina. Ela transforma o amido em maltose, que não reage com o iodo.

2. É importante mastigar bem
- Material
2 copos com água
2 comprimidos efervescentes
- Procedimento
Triture um dos comprimidos sobre uma folha de papel. Coloque simultaneamente o tablete inteiro em um copo com água e o triturado no outro.
- Conclusão
O triturado se dissolve bem mais rápido. Essa é uma das características da digestão: quanto menores os pedaços de alimento, mais rapidamente os nutrientes presentes nele são absorvidos pelo organismo.


3. Sentindo os sabores
- Material
4 conta-gotas com: suco de limão, água com açúcar, água com sal e chá de carqueja
açúcar
colher
- Procedimento
Diga aos alunos que algumas regiões da língua são mais sensíveis a certos gostos que outras. Pingue os líquidos em diferentes regiões da língua. Depois, coloque açúcar na língua seca de um aluno.
- Conclusão
Sentimos o gosto dos alimentos porque o cérebro interpreta as informações captadas pelos sensores presentes na língua. Se ela estiver seca, não sentimos gosto algum, pois a saliva ajuda a desprender dos alimentos partículas que sensibilizam o paladar.

4. A acidez do suco gástrico
- Material
1 copo plástico de café
leite
vinagre ou suco de limão
- Procedimento
Coloque leite no copo e adicione vinagre.
- Conclusão
O vinagre talha o leite da mesma maneira que o suco gástrico, produzido pelo estômago, quebra as moléculas grandes dos alimentos em partículas menores. Isso ocorre porque o suco é composto de ácido clorídrico, enzimas e muco.

5. O detergente da digestão
- Material
dois copos com água
óleo de cozinha
detergente
- Procedimento
Coloque óleo nos dois copos com água. Em um deles, acrescente detergente e agite.
- Conclusão
Assim como o detergente, a bile, produzida pelo fígado, é um suco ácido que transforma as gorduras em gotículas muito pequenas, facilitando a digestão.

E o próximo que acabamos ñ fazendo:

6. Quebrando as proteínas
- Material
clara de ovo cozido
4 tubos de ensaio numerados
água
suco de mamão, de limão e de abacaxi
algodão
- Procedimento
Coloque água no tubo 1, suco de mamão no tubo 2, de limão no tubo 3 e de abacaxi no tubo 4. Corte a clara de ovo em cubinhos iguais e coloque um em cada tubo. Tampe com algodão e deixe em repouso por três dias.
- Conclusão
Apenas no tubo 4 será possível perceber a diminuição da clara de ovo, já que a bromelina, enzima presente no abacaxi, provocou a quebra da proteína albumina. No estômago e no intestino delgado as proteínas também são quebradas pelas enzimas.

Fonte: revistaescola.abril.com.br

Espero que tenham gostado!
Camila

PS: Volto ainda hoje com mais uma postagem sobre a sensação da escola!

Rosalind Franklin


Crescemos ouvindo à respeito do DNA, essa importantíssima molécula que rege a vida dos seres vivos na Terra.
Aprendemos na escola que James Watson e Francis Crick descobriram, em 1953, a Dupla Hélice do DNA, quando publicaram a descoberta na revista Nature e por isso ganharam o premio Nobel de Medicina.
A descoberta só foi conhecida pelo mundo dois meses depois, no dia 25 de abril daquele ano, quando foi capa da revista Nature. A partir daí, os cientistas e a sua descoberta entraram para a história da Humanidade, valhendo-lhes o Prêmio Nobel de Medicina em 1962.
A ciência mudou depois da descoberta da estrutura básica do DNA, a molécula de dupla hélice que guarda todas as informações genéticas dos organismos dentro das células. Se hoje se fala em Projeto Genoma Humano, clonagem e transgênicos - com todas as polêmicas que essas questões envolvem - foi graças aos estudos de Watson e Creek, claro!
São várias as aplicações do DNA, e o futuro da molécula é ao mesmo tempo fascinante, promissor, polêmico, e, muitas vezes, aterrorizante.
Graças à descoberta ao DNA também surgiu o Projeto Genoma Humano, que decifrou o "Livro da Vida" - todos os cerca de 30 mil genes que compõem o organismo humano.
O estudo do DNA não apenas mostraria o que homem é, mas também de onde ele veio, e por que ele é o único animal racional a habitar a Terra.

Porém, cartas reveladas agora ajudam a contar a história da mulher mais injustiçada da ciência moderna. Nelas, Rosalind Franklin, cujo fundamental papel na descoberta da estrutura do DNA hoje é reconhecido, é atacada pelo próprio chefe do seu laboratório, o biólogo molecular Maurice Wilkins, nos anos 1950. Eles se odiavam e mal conversavam.
Espero que a fumaça de bruxaria saia logo das nossas vistas", escreveu ele em 1953 para o colega Francis Crick, querendo se ver livre dela.
Rosalind Franklin obteve imagens de DNA em 1952, mas não percebeu que se tratava de uma dupla hélice.
Havia, na época, uma corrida desesperada por mostrar como era o DNA. Franklin, com trinta e poucos anos, acabou sendo jogada para fora da pista pelos colegas.
Competiam dois grupos. De um lado, o de Wilkins, esse que a chamou de bruxa, no King's College de Londres, onde ela estava. De outro, Crick e James Watson, na Universidade de Cambridge.
A jovem Franklin avançava rápido. Em 1952, obteve ótimas imagens de DNA, em especial uma delas, conhecida simplesmente como "a fotografia 51". Ficou com essas imagens por meses, mas não teve o insight de perceber que se tratava de uma dupla hélice, como uma escada em caracol.

Um aluno de Franklin, intrigado com a questão em aberto, mostrou a foto 51 a Wilkins, sem que a sua orientadora soubesse, querendo saber se ele teria alguma proposta de estrutura. Wilkins compartilhou a imagem com os colegas de Cambridge.
Lá, Crick e Watson tiveram o lampejo que Franklin não teve. Em 1953, publicariam um artigo na revista "Nature" com a proposta de estrutura, hoje consagrada. Wilkins escreveu um comentário. Franklin não foi citada.
Ela viria a morrer em 1958, com câncer no ovário, aos 37, sem reconhecimento e sem saber que o trio que publicou na "Nature" tinha visto seus dados --achou, aliás, que as conclusões deles faziam sentido, e que tinham encontrado resultados parecidos com os dela independentemente.
Em 1962, ganharam o Nobel de medicina, o papel de Franklin ainda era desconhecido e, mesmo que não fosse, não há Nobel póstumo.
As cartas mostram, porém, que os três tinham consciência de que não conseguiriam o Nobel sem o trabalho dela. Logo após a publicação na "Nature", Wilkins escreve para Crick: "E pensar que Rosie teve todas aquelas imagens em 3D por nove meses e não viu uma hélice. Cristo."
Só a partir do final dos anos 1960 ela começou a ser reconhecida. Em 2000, o próprio Watson citou o seu papel na descoberta. Segundo ele, ela só não soube interpretar seus próprios dados. Ficou para a história como a "dama sombria" da descoberta da dupla hélice.
Wilkins também morreu em 2004. Do trio que ganhou o Nobel, apenas Watson está vivo, com 82, e passou os últimos anos se envolvendo em polêmicas. Disse, por exemplo, que negros são menos inteligentes e que seria uma ótima ideia utilizar a genética para deixar todas as mulheres bonitas.
Como disse a Dani: "É um capitulo da História da Ciência que não pode ficar fora da nossa sala de aula".
Mais uma mulher que fez a diferença na Ciência, lembram-se de Mileva Maric?


Fontes:
http://www.bbc.co.uk
http://www1.folha.uol.com.br

Gliese 581 G

Você já deve imaginar que existem várias equipes de astrônomos que vasculham constantemente cada canto do Universo em busca de novos planetas, e quem sabe até, planetas iguais ao nosso!? Pois bem, parece que enfim eles encontraram um planeta com características bem parecidas com a nossa Terra.

Este novo planeta – batizado de Gliese 581-G, aparentemente possui atmosfera e gravidade semelhante à nossa, e como sua órbita se situa em uma “zona fértil” (ou seja, nem tão quente e nem tão gelada, capaz de sustentar a vida) – é possível que o planeta contenha água (líquida), e quem sabe até, que seja habitado por seres vivos? Ao menos os cientistas afirmam que o planeta tem capacidade para isso!
Entretanto, não pense que nós, humanos, faremos uma visita aos nossos amigos de outro planeta tão cedo, pois o Gliese 581-G está situado a mais de 20 anos luz da Terra, e ainda existem muitas dúvidas e incertezas a respeito deste planeta.
A parte ruim da história é que possivelmente nem eu e nem você estará vivo no dia em que a raça humana for capaz de fazer uma visitinha a este planeta, pois, com um foguete viajando a 1/10 da velocidade da luz, levaria simplesmente 200 anos para que os humanos tenham seu o primeiro contato com o planeta alienígena…
Tem esse nome porque orbita a Gliese 581, uma estrela das mais comuns, de uma classe conhecida como anã vermelha — menor e mais fria que o Sol.
Embora o planeta Gliese 581 G esteja muito mais próximo de Gliese 581 do que a Terra do Sol, como sua estrela é muito menos brilhante, sua órbita cai na chamada Zona de Habitabilidade. É a região em que um planeta não fica nem muito quente, nem muito frio, e pode abrigar água em estado líquido — principal característica essencial à vida.
Lembrando que, para os astrônomos, um exoplaneta “potencialmente habitável” é aquele que pode sustentar a vida, mas não necessariamente um mundo em que os humanos considerariam um lugar agradável para viver. A habitabilidade depende de muitos fatores, mas a presença da água líquida na superfície e a existência de uma atmosfera consistente estão entre os mais importantes.
O grupo liderado por Michel Mayor, do Observatório de Genebra, na Suíça, estima que a temperatura média nesse mundo fique entre 0 e 40 graus Celsius — não muito diferente da Terra, cuja temperatura média é de 15 graus.
Estudos como esse são essenciais para a ciência para que possamos entender como acontece a formação de grandes e pequenos planetas e ainda, o surgimento da vida.
Astrônomos pesquisaram por 11 anos para chegar a essa descoberta.

Darwin dizia que a vida se desenvolve onde quer que seja propício. Resta apenas esperar por mais descobertas.
Até a próxima!
Camila

Fontes:
http://www.techzine.com.br
http://looktosky.wordpress.com
http://oglobo.globo.com